quinta-feira, 7 de maio de 2009

Documentário mostra a história da banda Ratos de Porão


www.cineclick.com.br

Na noite desta segunda-feira (4/5), fãs, amigos e músicos reuniram-se no Cine Olido, cinema no Centro da cidade de São Paulo, para a primeira exibição de Guidable - A Verdadeira História do Ratos de Porão, documentário que conta a história da banda de punk rock paulistana Ratos de Porão. O cenário não poderia ser mais apropriado, já que o cinema fica entre a lendária Galeria do Rock e a avenida São João, onde os punks se reuniam no início dos anos 80 - também pela proximidade com a galeria -, momento que dá início à narrativa do documentário, local que serviu de berço a uma das mais seminais e importantes bandas do rock’n roll nacional.

Guidable, palavra que dá nome ao documentário, é um "termo criado pelos integrantes da banda para definir confusão mental, bagunça generalizada ou simplesmente um ‘sei lá’", conforme explicam os próprios realizadores do longa-metragem, os estreantes Fernando Rick e Marcelo Appezzato. Essa confusão mental relacionada à palavra é a mesma que acompanha a trajetória da banda, nascida em novembro de 1981. Em duas horas, o documentário mostra - por meio de depoimentos dos membros atuais e os que já estiveram no Ratos de Porão, além de músicos de outras bandas da cena brasileira, e, claro, imagens de arquivo - a história do grupo.

O projeto nasceu em 2006, quando Marcelo Appezzato - vocalista da banda paulistana Hutt, uma das mais importantes do grindcore brasileiro - e o cineasta Fernando Rick juntaram-se nesse projeto depois de Rick ter dirigido o polêmico videoclipe
Covardia de Plantão, censurado pela gravadora Deck Disc por seu conteúdo violento, mas reconhecido pela mídia, fãs e a própria banda. O videoclipe foi censurado, mas o documentário será lançado diretamente em DVD, depois de ser exibido ao público no sábado (9/5), às 15h, e segunda-feira (11/5), às 19h, no Cine Olido (Av. São João, 473), em São Paulo.

Aliás, a ideia de fazer o documentário partiu do próprio João Gordo, vocalista do grupo, que também foi produtor do longa. O que, no fim das contas, deu aos cineastas, também responsáveis pela montagem, acesso irrestrito às imagens de arquivo com apresentações ao vivo, fotos e imagens dos bastidores dos shows, envolvendo principalmente drogas. Aliás, esse assunto é tratado de uma forma que foge da hipocrisia. Nos depoimentos, os membros contam histórias engraçadas, mas também admitem os problemas que tiveram ao longo de quase trinta anos de carreira, principalmente com as drogas. A ideia, aliás, é focar-se estritamente na carreira da banda, seus discos, a evolução da sonoridade, os músicos que passaram por ela e algumas polêmicas. É fato que o Ratos ficou mais notório às massas, digamos, quando João Gordo foi contratado como apresentador da MTV. Mérito de seu carisma, reconhecido desde o princípio pelos membros do grupo, mas esse fato acaba sendo ignorado pelos cineastas diante de tantos fatos mais marcantes para a carreira da banda, como as turnês internacionais, o forte diálogo com outras bandas brasileiras e as drogas.

O movimento punk brasileiro nasceu sob influências de Ramones, Sex Pistols e da filosofia "faça você mesmo", a mesma abraçada pelos músicos do Ratos de Porão e também pelos diretores de Guidable - A Verdadeira História do Ratos de Porão. Para registrar quase três décadas de carreira, a dupla entrevistou entre janeiro de 2007 e novembro de 2008, de forma totalmente independente, os precursores do movimento punk no Brasil; pesquisou centenas de arquivos em foto, áudio e vídeo de shows e apresentações em emissoras de TV, filmes nacionais sobre o assunto, arquivos pessoais raros e inéditos dos integrantes atuais e antigos da banda e de todas as pessoas que, de alguma forma, participaram dessa trajetória, como Andreas Kisser e Iggor Cavalera.

Os membros do Ratos de Porão dão acesso privilegiado aos cineastas, tanto aos seus arquivos quanto ás suas narrativas. São depoimentos gravados numa intimidade rara entre entrevistado e entrevistador, o que dá o tom a Guidable - A Verdadeira História do Ratos de Porão. Ao mesmo tempo, existe um exímio trabalho de decupagem do material disponível - além das centenas de arquivos, os diretores também tinham nas mãos 200 horas de entrevistas -, resultando num retrato rico, de narrativa dinâmica e clara, da carreira da banda.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ator de ‘Wolverine’ chega ao Brasil para divulgar filme

Hugh Jackman desembarcou em São Paulo nesta terça-feira (5).
Na quarta, ele participa de uma entrevista coletiva no Rio.
O ator australiano Hugh Jackman, protagonista do filme “X-Men – Origens: Wolverine”, desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta terça-feira (5). Jackman deixou o local em um carro particular por volta das 9h30 depois de falar rapidamente com fãs e acenar para fotos.
O astro de "Wolverine" dará uma entrevista coletiva à imprensa sobre o longa, que estreou na última sexta-feira.



O Hugh Jackman durante sua chegada ao aeroporto de Guarulhos, na manhã desta terça (5)

Esta não é a primeira visita de Jackman ao Brasil. Ele esteve aqui em 2001, divulgando o filme “Swordfish – A senha”. Em entrevista ao G1, ele afirmou que tinha ótimas lembranças do país. "Amei o Brasil, me lembra muito a Sydney. Não vejo a hora de voltar.

Cineasta acusa Vaticano de tentar prejudicar "Anjos e Demônios"


O filme é a sequência de "O Código Da Vinci", do escritor Dan Brown, e terá pré-estreia em Roma, na segunda-feira. O personagem Robert Langdon volta à telona para ajudar o Vaticano a resgatar cardeais sequestrados e a achar uma bomba-relógio.

"O Código Da Vinci" revoltou o Vaticano, e a Arquidiocese de Roma negou a Howard a autorização para filmar partes do novo filme dentro de igrejas.

Howard afirmou que o Vaticano também exerceu a sua influência nos bastidores para tentar impedi-lo de filmar em áreas ao redor de certas igrejas e para cancelar um evento relacionado à pré-estreia do filme.

"Supostamente haveria uma recepção ou uma projeção aqui em Roma que estava aprovada, e acho que o Vaticano foi influenciar isso", afirmou o diretor a jornalistas.

Tom Hanks diz que terias de conspiração viraram "grande negocio"
O cineasta Ron Howard acusou neste domingo o Vaticano de tentar prejudicar a filmagem e o lançamento em Roma da sua nova obra, "Anjos e Demônios", e desafiou os críticos católicos a verem o filme antes de condená-lo.
Um porta-voz do Vaticano não quis comentar.

Um bispo italiano, de 102 anos, foi citado pela imprensa italiana neste fim de semana, chamando o filme de "difamatório e ofensivo aos valores da Igreja".

Tom Hanks, que mais uma vez interpreta Langdon, reconheceu que filmes crescem com controvérsia.

"O departamento de marketing de qualquer estúdio amaria criar polêmica sobre os seus filmes, mas eles não podem fazer isso sozinhos. Precisam de um parceiro", disse o ator.

Dan Brown se recusa a discutir o seu próximo livro sobre as aventuras de Langdon. A editora diz que vai se chamar "The Lost Symbol" (O Símbolo Perdido, em tradução literal) e será lançado em setembro.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

100 trilhas para celebrar 1 século de música no cinema


Muitas vezes tratada como criação bastarda, a música de cinema sofre por ser identificada como uma produção híbrida, que carrega e se faz notar pelo tanto de tradição musical em que se inspira e com que dialoga, mas que no cinema, acusam seus críticos, desempenha a tarefa subalterna de acompanhar imagens.
Sobre esse equívoco já se escreveu muito e bem, inclusive no Brasil, onde o monumental “A Música do Cinema”, de João Máximo, é ferramenta indispensável para nós críticos, que nos vangloriamos de ver muito, mas escutamos pouco.
O maior dos nossos equívocos, por exemplo, é associar música e advento do som e acreditar que o centenário da música de cinema só será celebrado em 2027, quando alguém vai aparecer com a ideia de comemorar os cem anos da estreia de “O Cantor de Jazz”, o filme que emudeceu toda a história do cinema antes dele.
Para que não tenhamos que esperar até lá, o sempre atento “Hollywood Reporter” lembrou nesta semana que os adictos em comemorações comeram mosca e que o centenário das trilhas deveria ter sido celebrado no ano passado. Pelo menos esta é a versão de Howard Shore, o compositor a quem David Cronenberg mantém-se fiel há três décadas e que também já associou seus talentos a nomões como Scorsese, David Fincher e Peter Jackson.
Segundo Shore, a primeira trilha original foi composta pelo compositor francês Camille Saint-Saens para o filme “O Assassinato do Duque de Guise”, dirigido por Charles Le Bargy em 1908.
Outros, como o craque Roy M. Pendergast, tomam o ano seguinte como referência. Em seu estudo “Film Music: A Neglected Art”, Pendergast aponta 1909 como base, quando a companhia Thomas Edison Moving Picture lançou a primeira das “sugestões específicas para música” que traziam orientações para os pianistas e orquestras que tocavam em cinemas durante as exibições de seus filmes.
Enquanto não se decide a polêmica, o “Hollywood Reporter” aproveitou e publicou nesta semana o que anuncia como “a primeira enquete sobre música de cinema já feita, uma pesquisa em todos os ramos da indústria para definir as cem maiores trilhas originais de todos os tempos”.
Como toda enquete restrita ao ambiente norte-americano, esta também concentra-se em demasia na produção local, reservando para as últimas posições espaço para autores distantes, mas inevitáveis, como Georges Delerue e Sergei Prokofiev, para não parecer ignorante.
Veja abaixo a lista completa. E quem quiser conhecer mais sobre este universo sonoro pode se embrenhar no trabalho entusiasmado da turma do Scoretrack, um site em português só sobre música e cinema.

1. “O Poderoso Chefão” (1972) - Nino Rota
2. “Tubarão” (1975) - John Williams
3.”Guerra nas Estrelas” (1977) - John Williams
4. “Três Homens em Conflito” (1966) - Ennio Morricone
5. “Psicose” (1960) - Bernard Herrmann
6. “E.T. - O Extreterrestre” (1982) - John Williams
7. “Lawrence da Arábia” (1962) - Maurice Jarre
8. “...E o Vento Levou” (1939) - Max Steiner
9. “Caçadores da Arca Perdida” (1982) - John Williams
10. “Chinatown” (1974) - Jerry Goldsmith
11. “Casablanca” (1942) - Max Steiner
12. “A Missão” (1986) - Ennio Morricone
13. “Doutor Jivago” (1965) - Maurice Jarre
14. “Bonequinha de Luxo” (1961) - Henry Mancini
15. “Sete Homens e Um Destino” (1960) - Elmer Bernstein
16. “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) - John Williams
17. “Fugindo do Inferno” (1963) - Elmer Bernstein
18. “Carruagens de Fogo” (1981) - Vangelis
19. “Um Corpo que Cai” (1958) -Bernard Herrmann
20. “A Lista de Schindler” (1993) - John Williams
21. "O Mágico de Oz" (1939) - Herbert Stothart
22. "O Sol É para Todos’ (1962) -Elmer Bernstein
23. “Cidadão Kane” (1941) - Bernard Herrmann
24. “Beleza Americana” (1999) -Thomas Newman
25. “007 Contra Goldfinger” (1964) - John Barry
26. “A Pantera Cor-de-Rosa” (1963) - Henry Mancini
27. “Ben-Hur” (1959) - Miklos Rozsa
28. “Alien - O Oitavo Passageiro” (1979) - Jerry Goldsmith
29. “Dança com Lobos” (1990) -Jerry Goldsmith
30. “Intriga Internacional” (1959) - Bernard Herrmann
31. “Laura” (1944) - David Raksin
32. “Batman” (1989) - Danny Elfman
33. "Spartacus" (1960) - Alex North
34. "Um Sonho de Liberdade" (1994) - Thomas Newman
35. "Blade Runner - O Caçador de Andróides" (1982) - Vangelis
36. "A Ponte do Rio Kwai" (1957) - Malcolm Arnold
37. "Entre Dois Amores" (1985) - John Barry
38. "Superman" (1978) - John Williams
39. "De Volta para o Futuro" (1985) - Alan Silvestri
40. "Crepúsculo dos Deuses" (1950) - Franz Waxman
41. "O Império Contra-Ataca" (1980) - John Williams
42. "Taxi Driver" (1976) - Bernard Herrmann
43. "Um Homem Fora de Série" (1984) - Randy Newman
44. "Sindicato de Ladrões" (1954) - Leonard Bernstein
45. "Era Uma Vez no Oeste" (1968) - Ennio Morricone
46. "Planeta dos Macacos" (1968) - Jerry Goldsmith
47. "Gladiador" (2000) - Hans Zimmer
48. "Coração Valente" (1995) -James Horner
49. "Edward Mãos de Tesoura" (1990) - Danny Elfman
50. "O Senhor dos Anéis" (2001) - Howard Shore
51. "Butch Cassidy" (1969) - Burt Bacharach
52. "As Aventuras de Robin Hood" (1938) - Erich Wolfgang Korngold
53. "Shaft" (1971) - Isaac Hayes
54. "King Kong" (1933) - Max Steiner
55. "Jornada nas Estrelas - O Filme" (1979) - Jerry Goldsmith
56. "Patton - Rebelde ou Herói?" (1970) - Jerry Goldsmith
57. "A Profecia" (1976) - Jerry Goldsmith
58. "Era Uma Vez na América" (1984) - Ennio Morricone
59. "Titanic" - James Homer
60. "O Paciente Inglês" (1996) -Gabriel Yared
61. "Matar ou Morrer" (1952) -Dimitri Tiomkin
62. "A Conquista do Oeste" (1962) - Alfred Newman
63. "Forrest Gump - O Contador de Histórias" (1994) - Alan Silvestri
64. "O Rei Leão" (1994) - Hans Zimmer
65. "O Terceiro Homem" (1949) - Anton Karas
66. "Exodus" (1960) - Ernest Gold
67. "Perdidos na Noite" (1969) -John Barry
68. "Toy Story" (1995) - Randy Newman
69. "Rebeldia Indomável" (1967) - Lalo Schifrin
70. "Veludo Azul" (1986) - Angelo Badalamenti
71. "Os Dez Mandamentos" (1956) - Elmer Bernstein
72. "O Fantasma Apaixonado" (1947) - Bernard Herrmann
73. "Juventude Transviada" (1955) - Leonard Rosenman
74. "Corpos Ardentes" (1981) -John Barry
75. "Love Story - Uma História de Amor" (1970) - Francis Lai
76. "8 1/2" (1963) - Nino Rota
77. "Os Fantasmas se Divertem" (1988) - Danny Elfman
78. "A Marca da Maldade" (1958) - Henry Mancini
79. "O Silêncio dos Inocentes" (1991) - Howard Shore
80. "Capitão Blood" (1935) -Erich Wolfgang Korngold
81. "O Dia em que a Terra Parou" (1951) - Bernard Herrmann
82. "Brasil - O Filme" (1985) -Michael Kamen
83. "O Tigre e o Dragão" (2000) -Tan Dun
84. "O Bebê de Rosemary" (1968) - Krzysztof Komeda
85. "Em Cada Coração Um Pecado" (1942) - Erich Wolfgang Korngold
86. "Uma Rua Chamada Pecado" (1951) - Alex North
87. "Amarcord" (1973) - Nino Rota
88. "Matrix" (1999) - Don Davis
89." O Mensageiro do Diabo" (1955) - Walter Schumann
90. "O Conformista" (1970) -Georges Delerue
91. "O Gavião do Mar" (1940) -Erich Wolfgang Korngold
92. "Pacto de Sangue" (1944) -Miklos Rozsa
93. "Luzes da Cidade" (1931) -Charles Chaplin
94. "Vidas Amargas" (1955) -Leonard Rosenman
95. "Atire no Pianista" (1960) -Georges Delerue
96. "A Conversação" (1974) -David Shire
97. "A Mulher da Areia" (1964) -Toru Takemitsu
98. "Alexander Nevsky" (1938) -Sergei Prokofiev
99. "Rain Man" (1988) - Hans Zimmer
100. "Halloween" (1978) - John Carpenter

domingo, 3 de maio de 2009

Filme traz George W. Bush como presidente incompetente mas simpático

Dirigido por Oliver Stone, ‘W.’ estreia em SP e Brasília nesta sexta (24).
Na trama, Josh Brolin interpreta o ex-presidente dos Estados Unidos.
Com o início da era Obama na presidência dos Estados Unidos, a figura de George W. Bush já parece ter caído, rapidamente, no esquecimento. Mas a polêmica sobre seu estilo peculiar de governo reacende agora com o lançamento do filme “W.”, de Oliver Stone, que chega aos cinemas de São Paulo e Brasília nesta sexta-feira (24).


No longa-metragem, Bush é mostrado como um presidente incompetente e incapaz, que enfrenta problemas de alcoolismo e sentimentos de inferioridade.
Entretanto, Oliver Stone – que já se debruçou de forma combativa sobre a política americana em “JFK” e “Nixon” – surpreende ao retratar Bush como um sujeito simpático, galanteador e até mesmo ingênuo. No papel do presidente, Josh Brolin provoca até arrepios tão fiel é sua interpretação.A trama foge à ordem cronológica e exibe flashbacks intercalados, ora mostrando as noites de loucuras de Bush na universidade, ora avançando para sua rotina na Casa Branca. Perturbado diante do sucesso de seu irmão Jeb, claramente o favorito do papai Bush, o jovem George passa a dedicar sua vida a bebedeiras, carros e mulheres, colecionando demissões e sermões da família, até sua redenção religiosa, aos 40.

Já na Casa Branca, Bush aparece como um verdadeiro fantoche, manipulado principalmente pelo vice-presidente Dick Cheney (Richard Dreyfuss) e o vice-chefe da Casa Civil Kart Rove (Toby Jones). Numa das melhores sequências, Bush adverte Cheney: é o presidente quem deve brilhar.
O ponto alto do filme fica por conta das cenas do presidente em seu gabinete, com Condoleeza Rice (Thandie Newton), Donald Rumsfeld (Scott Glenn), Colin Powell (Jeffrey Wright) e outros, discutindo o futuro dos Estados Unidos e do mundo como se fosse um jogo.
É nesse ambiente que Stone revela um provável diálogo que teria levado ao nascimento da Guerra do Iraque, evidenciando as contradições que sustentavam o discurso do então presidente. A semelhança entre os atores e os personagens reais torna a experiência ainda mais intensa.Pela câmera astuta de Stone, “W.” une elementos do drama e da comédia. Mas desta vez o diretor deixou de lado seu típico discurso inflamado para adotar uma crítica mais sutil, mas nem por isso menos eficiente.
Em "W.", Josh Brolin encarna o ex-presidente George W. Bush

sábado, 2 de maio de 2009

Programa elege Scarlett Johansson como atriz de seios mais bonitos

Segunda posição em pesquisa ficou com Salma Hayek.
Halle Berry, Jessica Simpson e Jennifer Love-Hewitt completam lista.



atriz Scarlett Johansson
Uma pesquisa feita pelo programa de televisão norte-americano “Access Hollywood” elegeu a atriz Scarlett Johansson (“Encontros e desencontros”, “Vicky Cristina Barcelona”) como a detentora dos seios mais belos de Hollywood.

A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (29) teve Salma Hayek em segundo lugar, seguida por Halle Berry, Jessica Simpson e Jennifer Love-Hewitt.

Os seios de Johansson já foram motivo de cobiça da atriz Natalie Portman, que contracenou com Scarlett no filme “A outra”. “Eu gostaria de ter os seis de Scarlett”, teria dito Portman, “Eles são muito lindos”. Quem também transformou os atributos de Johansson em polêmica foi o repórter Issac Mizrahi, que pegou em um dos seios da atriz durante uma entrevista no tapete vermelho do Globo de Ouro.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Estréia : X-Men Origens Wolverine

Origens de Wolverine nos quadrinhos são mais sombrias do que no filme
Na pele do galã Hugh Jackman, anti-herói dos X-Men vira mocinho.
Diretor pouco conhecido costura (e altera) HQs 'Arma X' e 'Origem'.



Depois do enorme sucesso dos três "X-Men" e com a chegada agora de "X-Men - Origens: Wolverine" aos cinemas, o mutante da Marvel virou sinônimo de Hugh Jackman. Graças a seu corpo torneado e ao sorriso carismático, o ator australiano boa-pinta saiu do anonimato e conseguiu o que até então parecia pouco provável: atrair a atenção também das meninas às adaptações de quadrinhos para a telona.

'X-men - Origens: Wolverine' aposta em drama

Mas quem acompanha a trajetória do personagem nas HQs desde sua primeira aparição na revista "The Incredible Hulk # 180", em 1974, sabe que Logan está longe de ser apenas mais um rostinho bonito na legião de mutantes do Professor Xavier. Wolverine é, antes de mais nada, um anti-herói, com um histórico de bebedeiras homéricas, brigas sangrentas e uma lista de assassinatos (acidentais ou não) que incluem seu provável pai biológico e seu primeiro amor.

Fumante, mulherengo e indisciplinado, o mutante quase foi colocado para escanteio pouco mais de um ano após ter estreado nos quadrinhos e sido recrutado para os X-Men - na revista "Giant Size X-Men # 1" - não fosse a ajuda de um "conterrâneo" canadense, o escritor e desenhista John Byrne, que insistiu para que o personagem continuasse sendo explorado nas páginas do gibi. A tática vingou e, três décadas depois, Wolverine é um dos mais populares super-heróis da Marvel, o antídoto ideal para o bom-mocismo de personagens como Homem-Aranha e Capitão América.



Wolverine na HQ 'Arma X': visual bem mais repugnante do que o do galã e garoto propaganda de lâmina de barbear, Hugh Jackman (Foto: Reprodução)
Diferentemente destes dois últimos, no entanto, a origem de Wolverine - evento que o novo filme se propõe a contar - foi sempre um tanto nebulosa nas sucessivas histórias que estrelou. Até seis anos atrás, por exemplo, só o que se sabia era que o mutante havia sido parte de um projeto do governo canadense, chamado Experimento X, que o transformou em um supersoldado e lhe deu as famosas garras de adamantium, supostamente o metal mais resistente da Terra.

Publicada só em 1991, a série "Arma X" descreveu pela primeira vez, em detalhes, o procedimento. Escrita e desenhada pelo inglês Barry Windsor-Smith, a HQ clássica mostrava como Logan fora arrastado aos trancos de um boteco qualquer e levado para uma base militar nas montanhas, onde foi mergulhado em um tanque e perfurado com dezenas de agulhas que injetaram o adamantium em seu esqueleto. Com requintes nazistas, a experiência é tocada por dois cientistas inescrupulosos que não hesitam em levar o corpo e a mente do personagem aos extremos. (Na versão para o cinema, a operação é conduzida pelo general William Stryker).

Inteligente e brutal - mesmo para os padrões dos quadrinhos de super-heróis -, "Arma X" foi considerada a principal fonte de informações sobre o passado do herói até a chegada da minissérie "Origem", em 2002. Com roteiro de Joe Quesada, Paul Jenkins e Bill Jemas e desenhos de Andy Kubert, o título finalmente iluminou o passado de Wolverine - falta essa que, ao longo das décadas anteriores, era sempre compensada pelos escritores da Marvel culpando as crônicas falhas de memória de Logan.


Quadro da HQ 'Origem' revela a primeira transformação de Wolverine, ainda na infância. Cena foi recriada ao pé da letra no longa (Foto: Reprodução)
Passando por cima de algumas versões anteriores do personagem que davam conta, por exemplo, de que, até o Experimento X, Wolverine não tinha garras, "Origem" revelou que o nome verdadeiro de Logan era James Howlett e que, apesar de sua generosa cabeleira preta, o futuro X-Men é um dos mutantes mais velhos do time, nascido em uma fazenda no longínquo século XIX. Mais importante que isso, "Origem" redefiniu para sempre a história de Wolverine ao mostrar que desde pequenino ele já tinha em seu corpo garras feitas de osso. E ainda: que o vilão Dentes de Sabre, arqui-inimigo do herói, é provavelmente seu irmão.

É a partir dessas duas grandes sagas, portanto, que os acontecimentos do filme "X-Men - Origens: Wolverine" se (des)enrolam. Mas, sem o prestígio de um Bryan Singer, diretor dos dois primeiros - e melhores - "X-Men", o desconhecido Gavin Hood apresenta uma versão mais simplória e bem menos sutil do passado do herói. Numa costura por vezes distorcida com outras histórias e personagens do universo mutante, Hood entrega um filme que chega a lembrar as versões animadas de "X-Men" para a TV. Relativamente coerentes dentro da proposta do desenho, mas a quilômetros de distância do que já foi mostrado nos quadrinhos. Origens mesmo é melhor buscar nos originais.