o cinema é algo magíco e que nos emociona traz conhecimento, faz com que nos sai um pouco dessa realidade do mundo cruel, fazendo com que nos usemos nossa criatividade e imaginação.
Longa se passaria antes do drama vivido nas telas por Sigourney Weaver. Direção será do iniciante Carl Rinsch, que faz propaganda e videoclipes.
O diretor de cinema Tony Scott revelou na sexta (29) que o estúdio 20th Century Fox já trabalha em uma história prévia para o clássico do terror "Alien - O oitavo passageiro" (1979), de Ridley Scott.
As notícias lançadas há dias pelo site "Bloody-Disgusting", de que o filme seria dirigido pelo desconhecido Carl Rinsch, foi confirmada por Scott durante a apresentação à imprensa de seu último trabalho, "O sequestro do metrô".
A experiência de Rinsch, que ainda não estreou no mundo do longa-metragem, se limita à gravação de anúncios e vídeos musicais.
"Sim, Carl Rinsch dirigirá a história prévia de 'Alien'. É um dos diretores dentro de nossa companhia", afirmou Tony Scott ao portal "Collider", em alusão à companhia Scott Free Productions, parceira da Fox.
"Estou animado porque Ridley criou o original e Carl Rinsch faz parte da família", afirmou Scott, que destacou que o filme pode começar a ser produzido já no final do ano.
Ainda não se sabe se Sigourney Weaver voltará ao papel que lhe rendeu fama, embora a participação da estrela pareça improvável se o estúdio deseja retratar o passado e as origens do alienígena.
Um filme de horror de 2006 baseado na história verídica de um engenheiro alemão que matou e comeu uma vítima que consentiu com o crime poderá ser exibido na Alemanha, decidiu um tribunal na terça-feira, revogando uma proibição anterior. Armin Meiwes, o "canibal de Rothenburg", que matou e comeu uma pessoa com aprovação dela Armin Meiwes, o chamado "canibal de Rothenburg", tinha movido uma ação judicial para impedir que o filme do diretor Martin Weisz fosse exibido na Alemanha, alegando que o filme prejudicaria seus direitos pessoais. O tribunal de Karlsruhe disse que o interesse público pelo filme, somado aos esforços anteriores de Meiwes de ganhar dinheiro com seu crime hediondo, se sobrepõem a sua queixa de que o filme lhe causaria prejuízo emocional. O filme, "Rohtenburg", lançado no mercado internacional com o título "Grimm Love", traz Keri Russell no papel de uma estudante americana que faz intercâmbio na Alemanha, onde estuda psicologia criminal. Ela escolhe o caso notório do canibal como tema de sua tese. Na história real que horrorizou a Alemanha, o engenheiro Meiwes conheceu sua vítima, o gerente de informática Bernd-Juergen Brandes, através de um anúncio na Internet em 2001. Brandes disse que estava procurando alguém para "obliterar sua vida sem deixar qualquer rastro". Depois de decepar o pênis de Brandes e tentar comê-lo, Meiwes o apunhalou no pescoço, o pendurou num gancho de carne e o cortou em pedaços, alguns dos quais comeu mais tarde. Ele filmou sua ação em vídeo. Em 2006 um tribunal de Frankfurt o condenou à prisão perpétua, rejeitando um argumento anterior segundo o qual seu ato de canibalismo teria equivalido a eutanásia, já que Brandes quisera ser consumido. Meiwes concedeu muitas entrevistas sobre ele próprio e o crime, e, em 2004, assinou um contrato de marketing com uma produtora. O caso já foi tema de um livro, vários outros filmes e canções de Rammstein e Marilyn Manson.
TÓQUIO - Os fãs do cineasta japonês Akira Kurosawa terão agora acesso pela internet a milhares de fotos e diversos materiais sobre a vida e obra do diretor. O cineasta japonês Akira Kurosawa (1910-1998) O arquivo digital, com 20.000 itens, foi lançado esta semana e inclui fotos particulares, esboços, desenhos, matérias de imprensa, entre outros. O endereço é www.afc.ryukoku.ac.jp/Komon/kurosawa/index.html e o site está em japonês.
O site inclui itens realizados durante as filmagens de clássicos de Kurosawa como "Os Sete Samurais", "Kagemusha" e outros longas premiados.
Também são vistas de fotos de Kurosawa criança em um cavalo, adulto em sua casa de Tóquio e em outros países.
O diretor faleceu em 1998 aos 88 anos. O site foi criado pela Kurosawa Production e a Universidade de Ryukoku.
Los Angeles - "No espaço, ninguém pode ouvir seus gritos" foi o slogan publicitário perfeito de "Alien - O Oitavo Passageiro" (1979), um clássico do terror que hoje completa 30 anos de sua estreia e que impulsionou as carreiras de seu diretor, Ridley Scott, e de sua protagonista, Sigourney Weaver. Cena de "Alien 3", de 1992; a série que mistura ficção científica e terror teve início em 1979 Ganhador do Oscar de efeitos especiais, o filme gerou três sequencias a cargo de três autores diferentes: James Cameron, em "Aliens, O Resgate" (1986); David Fincher, em "Alien 3" (1992); e Jean-Pierre Jeunet, em "Alien - A Resurreição" (1997).
Scott assinou logo depois o marco da ficção científica "Blade Runner - O Caçador de Androides" (1982) e mais tarde se encarregou de títulos comerciais como "Thelma e Louise" (1991), "Gladiador" (2000) e "Hannibal" (2001).
Sigourney Weaver em cena de "Alien", de 1979, o clássico do terror de ficção científica Sigourney criou uma das grandes heroínas do gênero o que lhe permitiu trabalhar em alguns dos filmes mais populares dos anos 80, como "Os Caça-Fantasmas" (1984) e "Nas Montanhas dos Gorilas" (1988).
O diretor britânico, com sua aposta minimalista, fez um milagre. Os US$ 11 milhões de orçamento obrigaram o alienígena que dá nome à saga mal ser visto em todo seu esplendor, um recurso já usado por Steven Spielberg quatro anos antes em "Tubarão".
Mas em troca, Scott criou um ambiente claustrofóbico e opressivo, apoiado na trilha sonora de Jerry Goldsmith e com o simples uso de luzes e sombras dentro da nave espacial Nostromo, por cujos corredores se amontoam ecos das obras de Joseph Conrad e dos contos fantasmagóricos de H.P. Lovecraft.
Voltando para a Terra após uma missão comercial, a tripulação deve desviar de sua trajetória quando "Mother", o computador central, intercepta uma estranha transmissão, o que obriga por contrato a investigação de sua procedência, segundo o roteiro de Dan O'Bannon.
Assim chegam a um planetoide desconhecido e descobrem que o sinal vem do interior de uma nave extraterrestre. Uma expedição decide entrar nela e encontra um habitáculo repleto de ovos, um dos quais libera uma criatura que adere ao rosto de Kane (John Hurt), que fica inconsciente e é levado outra vez à nave.
Aí começa o verdadeiro pânico. Primeiro, ao descobrir que o sangue da criatura é um potente ácido que destrói tudo o que encontra em seu caminho. Depois, com uma das cenas mais impactantes da história do cinema, quando o "alien" arrebenta o peito de seu "hóspede" e escapa.
Quase sem armas para usar contra a criatura, a Nostromo se transforma em uma prisão para seus tripulantes, que decidem caçar o "alien". Mas outra surpresa os aguarda: quando voltam a se encontrar, ele se desenvolveu e adquiriu sua imagem mais aterrorizante, com dentes afiados e mandíbula retrátil incluídos. VEJA O TRAILER DA VERSÃO LANÇADA EM 2003 DO CLÁSSICO
Perante a sucessão de mortes entre seus companheiros, a tenente Ripley (Weaver) assume o comando e descobre que o extraterrestre devia ser protegido pelo androide Ash (Ian Holm) para ser inspecionado pela Weyland-Yutani, a companhia proprietária da Nostromo.
Finalmente, Ripley consegue se livrar da criatura, expulsando-a para o espaço exterior, e começa seu retorno à Terra, mas como comprovaria anos depois, sua batalha contra os "aliens" acabava de começar e nos filmes seguintes enfrentou um Exército desses predadores ("Aliens, O Resgate"), chegou a se suicidar ("Alien 3"), e inclusive ser clonada ("Alien - A Resurreição").
Apesar de tudo isso, 30 anos depois Weaver ainda pensa em retomar o personagem que lhe deu fama. "Sinto que a saga ainda não acabou para mim", disse à Agência Efe há alguns meses. "Ripley está viva e a salvo, espero que não acabe perdida no espaço para sempre", afirmou.
"Les Herbes Folles", de Resnais, comprado pela Imovision
Encerrado o Festival de Cannes, a pergunta óbvia é: esses filmes vão chegar ao Brasil?
Sim, vão, já respondem algumas das principais distribuidoras brasileiras, que começam a anunciar os títulos que compraram na Croisette. E o vencedor da Palma de Ouro já tem dono. A distribuidora Imovision será a responsável pelo lançamento no país de “A Fita Branca”, o longa que deu ao austríaco Michael Haneke o prêmio máximo do festival.
Além do grande vencedor, a Imovision ainda trouxe na mala um respeitável pacotão de filmes. Entre os da competição, são dela “Les Herbes Folles”, o filme novo do veterano Alain Resnais, homenageado com uma palma especial pelo conjunto de sua carreira, “The Time that Remains”, de Elia Suleiman, e “Visage”, de Tsai Ming-liang. Da mostra Um Certo Olhar, a distribuidora fechou com os elogiados longas romenos "Tales from the Golden Age" e “Politist, Adjectiv”, que faturou o prêmio da crítica. Também são da Imovision "Coco Chanel & Igor Stravinsky", de Jan Kounen, o filme de encerramento deste ano, e "Polytechnique", de Denis Villeneuve, exibido na Quinzena dos Realizadores.
Ainda entre os premiados, “Anticristo”, pelo qual Charlotte Gainsbourg foi escolhida melhor atriz, deve chegar aos cinemas brasileiros em agosto, lançado pela Califórnia. Além do terror de Lars von Trier, a mesma distribuidora lançará “À Procura de Eric”, de Ken Loach, prometido para dezembro.
Outros três longas que competiram pela Palma serão lançados pela Universal/Paramount: “Taking Woodstock”, de Ang Lee, que deve estrear em 18 de setembro; “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, que está previsto para 23 de outubro; e “Los Abrazos Rotos”, o novo de Pedro Almodóvar, que ainda não tem uma data definida.
A mesma major distribuirá o terror “Arraste-me para o Inferno”, de Sam Raimi, que foi exibido em sessão especial e deve ser lançado aqui em 14 de agosto. Já “Up – Altas Aventuras”, a animação da Pixar/Disney que abriu o festival, aportará por aqui em 4 de setembro. “The Imaginarium of Dr. Parnassus”, mais um que passou em Cannes fora de competição, foi comprado pela Sony, que também lançará o francês “Un Prophète”, de Jacques Audiard, vencedor do Grande Prêmio do Júri. A Imagem prevê para 30 de outubro a estreia de "I Love You Phillip Morris", de Glenn Ficarra e John Requa, que estava na Quinzena e tem Jim Carrey e Rodrigo Santoro no elenco. "Mother", de Bong Joon-ho, comprado pela Paris Filmes
Segundo o boletim desta terça do portal Filme B, a PlayArte comprou “Bright Star”, de Jane Campion, enquanto a Paris Filmes trará "Iréne", de Alain Cavalier, exibido na Um Certo Olhar, e os dois coreanos de Cannes: “Bak-Jwi”, de Park Chan-wook, e “Mother”, de Bong Joon-ho. Ainda segundo o Filme B, a MovieMobz ficou com dois títulos da Quinzena, "Carcasses", de Denis Coté, e "Here", de Tzu-Nyen Ho, além do filipino "Manilla", de Adolfo Alix Jr. e Raia Martin.
Os dois longas brasileiros do festival serão lançados por aqui em julho. “No Meu Lugar”, de Eduardo Valente, chega no dia 14, enquanto “À Deriva”, de Heitor Dhalia, estreia no dia 31.
Essa ainda é uma lista preliminar, que ainda deve crescer bastante, já que nem todas as distribuidoras anunciaram seus títulos. De todo modo, dos 20 filmes da competição pela Palma, 12 já tem exibição comercial garantida no Brasil. É um bom começo.
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O novo Godard e clássicos franceses
Além dos títulos exibidos nas mostras oficiais de Cannes, a Imovision anunciou também alguns longas comprados no mercado do festival. Sem dúvida o mais interessante é "Socialisme", novo longa de Jean-Luc Godard, com Patti Smith no elenco, cujo lançamento na França está previsto só para 2010. Outro destaque é "About Elly", de Asghar Farhadi, prêmio de melhor direção no Festival de Berlim deste ano.
A distribuidora ainda fechou um pacote de clássicos franceses que serão lançados em DVD. São cinco longas: "Une Partie de Campagne" (Jean Renoir, 1936), "Viver a Vida" (Godard, 1962), "Amor Livre" (Jacques Doniol-Valcroze, 1959), "Manon - Anjo Perverso" (Henri-Georges Clouzot, 1949) e "Martin Roumagnc" (Georges Lacombe, 1946). E comprou o documentário "Les Deux de la Vague", de Antoine de Baecque e Emmanuel Laurent, que recupera a história da criação de dois filmes centrais da nouvelle vague, "Os Incompreendidos", de Truffaut, e "Acossado", de Godard. Por último, também será lançada uma caixa, chamada "Os Primeiros Curtas", com obras de Resnais, Godard, Rivette, Truffaut, Pialat, entre outros.
Cineasta ganhador do Oscar deve lançar novo filme em outubro. No longa, Moore quer mostrar como ricos teriam "roubado o povo".
Michael Moore: "Os ricos decidiram que não tinham riqueza suficiente" O cineasta Michael Moore, que criticou o governo Bush em "Fahrenheit 11 de Setembro" e a indústria da saúde em "S.O.S. Saúde", voltou sua atenção para o derretimento econômico global. O diretor premiado com o Oscar vai lançar seu documentário, que ainda não tem título, em toda a América do Norte em 2 de outubro, anunciaram na quinta-feira (21) a Overture Films e a Paramount Vantage, financiadoras do filme. "Em dado momento, os ricos decidiram que ainda não tinham riqueza suficiente", disse Moore, segundo o comunicado das empresas. "Eles queriam mais, muito mais. Então puseram mãos à obra para sistematicamente roubar do povo americano seu dinheiro arduamente ganho. Por que eles fizeram isso? É o que procuro descobrir neste filme." A Overture disse que Moore ainda está trabalhando sobre o filme, e, de modo típico dele, está guardando segredo em relação aos detalhes da trama. A Overture, que pertence à Liberty Media Corporation, vai cuidar da distribuição doméstica do filme em cinemas e outros locais, enquanto a Paramount Vantage, da Viacom, ficará com as vendas internacionais.
Carreira polêmica Michael Moore, 55 anos, já tratou do massacre econômico em "Roger e eu", de 1989, o filme que o tornou conhecido, no qual documentou os efeitos do declínio da General Motors sobre sua cidade natal, Flint, no Michigan. Ele esteve nos cinemas americanos mais recentemente com "S.O.S. Saúde", sobre o setor da saúde americano. O filme vendeu cerca de US$ 25 milhões em ingressos em 2007. Moore recebeu um Oscar em 2003 por "Tiros em Columbine", em que tratou do controle de armas, e no ano seguinte lançou o incendiário "Fahrenheit 11 de Setembro", que foi impiedoso com o então presidente George W. Bush e a guerra ao terrorismo. O filme foi grande sucesso nas bilheterias, tendo vendido US$ 120 milhões em ingressos nos EUA, mas Moore não conseguiu seu objetivo de impedir que Bush fosse reeleito para um segundo mandato.
Misturando idiomas, filme estreia nesta sexta-feira (22). No elenco, Leonardo Medeiros e a atriz húngara Gabriella Hámori. Livro de Chico Buarque, “Budapeste” ganhou das mãos do cineasta Walter Carvalho e da roteirista Rita Buzzar adaptação para os cinemas, que entra em cartaz nesta sexta-feira (22). Para levar às telas a história de um ‘ghost writer’ que cai de amores por uma húngara, o diretor carregou parte da equipe para Budapeste e montou um grupo com profissionais de várias nacionalidades e, o mais difícil –idiomas.
O primeiro encontro entre Kriska (Gabrielle Hámori) e Costa (Leonardo Medeiros) na livraria húngara: improviso e ''frescor''
“As filmagens na Hungria foram uma epifania. Eles só falam húngaro, que é uma língua muito difícil. A grande maioria falava inglês também, mas no set tinha de tudo: espanhol, francês, alemão. Era como uma Torre de Babel”, contou Carvalho. E apesar da aparente barreira inicial, a iniciativa de tentar repetir palavras em húngaro do diretor-assistente Rafael Salgado abriu as portas para a comunicação. “Rafa se arriscou, e eles começaram a perguntar também sobre as palavras em português. Sem falar nos palavrões”, brincou o cineasta. “Isso nos uniu.”
Teve até choradeira na despedida da equipe brasileira da Hungria. “Eles nos disseram que mudamos a forma de eles fazerem cinema, porque eram acostumados a trabalhar com os americanos que, dizem, são antipáticos. A gente não se entendia, é verdade, mas havia uma comunicação. Passamos momentos de grande emoção”, contou Carvalho.
Quem mais sofreu com a língua foi o ator Leonardo Medeiros, que tinha muitas falas em húngaro e teve que estudar o idioma e a pronúncia. Aos olhos –e ouvidos– do público brasileiro, parece tudo perfeito e admirável. Mas ele diz que não chegou nem perto de dominar o húngaro. “Quando comecei a estudar, três meses antes das filmagens, percebi que jamais dominaria a língua. Aí me dispus a fazer um mergulho nas falas do personagem e, quando filmamos, me dediquei a aprendê-las. O húngaro é meio lírico, parece que você está dizendo poesia.”
Primeiro encontro
Carvalho afirmou que queria muito improviso no filme, pois acredita que as cenas, feitas espontaneamente, dão um frescor ao filme que, de outra forma, não pode ser conquistado. “O primeiro encontro dos personagens do Léo (Leonardo Medeiros) e da Gabriella (Hámori, atriz húngara que participa do longa), em cena, foi também o primeiro encontro dos dois atores.”
Na história, o “ghost writer” Costa (Medeiros), passeando por Budapeste, conhece Kriska (Gabrielle) ao cogitar comprar um livro para aprender húngaro. Ela diz: “Húngaro não se aprende nos livros”. E se dispõe a colocar o idioma –“o único que o Diabo respeita”– “na cabeça” do protagonista. Os dois vivem uma história de amor, interrompida quando Costa tem que voltar ao Rio de Janeiro, para sua mulher (Giovanna Antonelli) e seu trabalho.
Ao lançar um livro que vira best-seller, e cujo autor parece seduzir sua esposa, Costa se sente traído e ressentido. Decide abandonar tudo e retorna para Budapeste, onde, apesar de não entender perfeitamente o idioma, se sente em casa. Ele retoma sua ligação com o idioma, estudando, se aprofundando e escrevendo muito, ao mesmo tempo em que, pouco a pouco, consegue reconstruir também seus laços com Kriska.
Chico Buarque faz participação em ''Budapeste'', contracenando com Leonardo Medeiros Clichês húngaros
Atriz húngara de teatro e cinema, Gabriella Hámori foi escolhida por Walter Carvalho para “Budapeste” depois de alguns testes. “Meu personagem serve para ajudar Costa a ver ele mesmo, a se encontrar. Kriska também parece ter saído de um sonho. Às vezes, eu sinto como se ela não precisasse fazer nada além de existir”, conta a atriz.
No Brasil para a divulgação do filme, ela se disse orgulhosa de ser húngara, e definiu seu povo como “incrível”. “Eles são mais cautelosos, dificilmente aceitam algo de primeira. “ Talvez por isso a atriz tenha afirmado que, apesar de gostar dos improvisos pedidos pelo diretor, prefere saber exatamente o que tem de dizer e fazer com antecedência.
“Mas procurei atender tudo o que o Walter pediu. Quando ele disse que não queria que eu e o Leonardo nos encontrássemos antes da primeira cena, respeitei e nem busquei a foto dele na internet. Queria que fosse tudo muito real e totalmente livre.”
Gabriella afirmou que o livro de Chico Buarque não foi muito bem recebido pelos húngaros. "As pessoas que leram o livro gostaram, mas não penetrou fundo. Há muitos clichês sobre a Hungria, e talvez isso tenha influenciado", analisa.
O autor -que fez uma participação especial no filme- já afirmou que escreveu "Budapeste" antes de conhecer a cidade. "Tinha uma ideia onírica dela. Quando a conheci, fiquei com medo de encontrar na realidade uma coisa que imaginei tanto, e foi engraçado porque muita coisa que eu tinha sonhado realmente correspondia à realidade -embora o livro nunca tenha tido essa intenção porque não é realista."